Como são feitos os testes para garantir a segurança de cosméticos infantis

Em um mercado cada vez mais preocupado com a segurança e a eficácia de produtos de uso diário, especialmente aqueles voltados para a higiene e a beleza, a regulamentação se tornou um pilar essencial. Neste artigo, vamos mergulhar no rigoroso processo de testes e validação que garante que produtos como lenços e toalhas umedecidas, cosméticos e perfumes sejam seguros para o consumidor.

Exploraremos como a ANVISA e o Código de Defesa do Consumidor moldaram a indústria e a importância de testes como o HRIPT (Human Repeated Insult Patch Test). Você entenderá o que as alegações de “Dermatologicamente testado” realmente significam, desvendando o caminho que um produto percorre desde a sua formulação até chegar à sua prateleira com um selo de segurança e qualidade.

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RDC nº 07/2015

Segundo a RDC nº 07/2015 “Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes, são preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas , de uso externo nas diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, com objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência e ou corrigir odores corporais e ou protegê-los ou mantê-los em bom estado.

Código de Defesa do Consumidor

O Código de Defesa do Consumidor juntamente com a regras da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a própria concorrência entre empresas, fizeram com que os fabricantes cada vez mais se preocupassem com a segurança e benefício de seus produtos.

Para isso os lenços e toalhas umedecidas fabricadas por nossa empresa passam por um teste com o objetivo de comprovar a eficácia e a segurança em seu uso, estes testes são feitos em humanos e acompanhado por dermatologistas.

Em geral o consumidor é mais crítico em relação a reações adversas provocadas por cosméticos do que por um medicamento tópico, oque aumenta ainda mais a preocupação em testar e documentar a segurança no uso de cosméticos, ainda mais os infantis.

Por definição, a reação adversa é um sinal ou sintoma advindo de um produto tópico quando usado corretamente. Dentre esses sinais e sintomas pode-se mencionar como principais a dermatite eczematosa de contato, acne, urticária e manchas.

Não só os componentes da formulação e suas concentrações tem potencial de irritação, a quantidade aplicada e sua absorção, o estado geral da pele, forma e quantidade usada do produto e o efeito cumulativo também podem desencadear reações adversas.

HRIPT ( Human Repeated Insult Patch Test )

No Brasil, o principal teste que identifica possíveis reações adversas e utilizado para registro da marca perante a Anvisa é o HRIPT ( Human Repeated Insult Patch Test ), somente com o resultado satisfatório desde teste é possível o registro de um cosmético infantill. As fabricantes ainda podem com o resultado satisfatório do HRIPT, colocar em seus rótulos os apelos comerciais ” Dermatologicamente testado”; ” Hipoalergênico” (associado ao estudo de Fototeste) ;” Pele Sensível” (associado ao estudo de Fototeste e de Aceitabilidade em uso com voluntários de pele sensível);

O HRIPT é feito em 50 humanos voluntários de ambos os sexos de 18 a 65 anos. Durante os testes não podem utilizar anti-inflamatórios, anti-histamínicos (anti-alérgicos), imunossupressores e vitamina A ácida e derivados pois estes medicamentos podem mascarar as reações adversas.

O produto a ser testado é fixado a pele com o auxílio de uma cartela adesiva hipoalergênica 3M para teste de contato juntamente com um controle negativo (soro fisiológico). É aplicado o teste durante 72 horas, em seguida são feitas 8 aplicações durante 3 semanas, seguido de um período de repouso sem aplicação de 14 dias seguido de uma aplicação da amostra e controle negativo de 48 horas. As respostas dérmicas são anotadas periodicamente pelos técnicos do laboratório contratado.

Assim após aproximadamente 60 dias de teste é emitido o laudo pelo Laboratório credenciado pelos orgãos responsáveis.

Com o laudo satisfatório em mãos, os fabricantes de cosméticos infantis unem à documentação do produto e submetem a análise da ANVISA, após a aprovação da Agência é emitido o número de registro que é o como se fosse o RG do produto, este número é impresso na embalagem juntamente com os dados do fabricante.

No próximos post falaremos sobre componentes potencialmente alergênicos provenientes das fragrâncias, fique ligado!

Conclusão

Ao final desta análise, fica evidente que a segurança de produtos cosméticos, de higiene e perfumes vai muito além do que vemos nas prateleiras. O processo de validação, especialmente para produtos infantis, é rigoroso e cientificamente fundamentado. O HRIPT, em particular, se destaca como um teste essencial que não apenas atesta a segurança de um produto, mas também permite que os fabricantes comuniquem, de forma transparente, a qualidade e a responsabilidade de suas marcas.

Dessa forma, a confiança do consumidor é construída sobre uma base sólida de ciência, regulamentação e testes contínuos, garantindo que cada embalagem com os apelos “Dermatologicamente testado” ou “Hipoalergênico” seja um reflexo de um compromisso genuíno com a saúde e o bem-estar.

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